Termoresistências
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Termoresistências são dispositivos imprescindíveis para a segurança e alto desempenho do controle térmico em indústrias dos mais variados segmentos. Por esta razão, está entre os produtos que requerem maior atenção quanto à qualidade e durabilidade oferecidas
Detalhes
DEFINIÇÃO TÉCNICA DE TERMORESISTÊNCIAS
Estes são os pontos essenciais sobre o que é uma termoresistência e mecanismos de funcionamento:
Conceito de medição por variação de resistência elétrica
Consiste na medição da variação da resistência de um material condutor (geralmente platina) conforme a mudança de temperatura apresentada.
Princípio físico de funcionamento (Coeficiente de Temperatura Positivo - CTP)
Este mecanismo parte do princípio operacional de que, à medida que a temperatura sobe, a resistência do material também aumenta de forma previsível.
CONSTRUÇÃO E COMPONENTES DAS TERMORESISTÊNCIAS
São elementos que integram o dispositivo, permitindo que o sensor de resistência térmica execute as funções com máxima eficiência.
Elemento sensor (PT100, PT1000, etc.)
O número indica a resistência elétrica a 0 °C. Exemplo: PT100 = 100 ohms. PT1000 é mais sensível.
Bainha (aço inox, Inconel, etc.)
A função primordial deste componente é proteger o sensor. Aço inox é o mais comum por sua resistência à corrosão. Já o inconel é usado em temperaturas muito altas ou ambientes agressivos.
Isolação interna (óxidos cerâmicos, sílica compactada)
Este componente do sensor de resistência térmica é fundamental para evitar curtos e proteger o sensor. Materiais cerâmicos ou sílica garantem estabilidade térmica e elétrica adequadas.
Cabo de conexão (PVC, silicone, teflon, fibra de vidro)
Deve ter alta resistência quanto aos fatores térmicos do ambiente. PVC: até 100 °C. Silicone: até 180 °C. Teflon e fibra de vidro: acima de 200 °C.
Tipos de encapsulamento (rosqueado, baioneta, flangeado, etc.)
Esses tipos dizem respeito a como o sensor é instalado. O rosqueado é comum em linhas industriais. O modelo baioneta é usado em moldes. Já o flangeado é mais indicado para processos de maior abrangência.
MODELOS E CONFIGURAÇÕES DISPONÍVEIS DE TERMORESISTÊNCIAS
Saber sobre eles é fundamental para escolher sensores de resistência térmica altamente confiáveis.
- Termoresistência com cabo: O sensor vem com cabo direto, ideal para montagem rápida e ambientes sem cabeçote.
- Termoresistência com cabeçote: Mais robusta. O cabeçote abriga a ligação elétrica, protege o sensor e permite a troca mais fácil do elemento.
- Termoresistência tipo baioneta: Com encaixe rápido, é muito usada na indústria plástica, especialmente em moldes e extrusoras.
- Termoresistência tipo espiga / roscada: Instalação simples e enroscada diretamente no ponto de medição. Uso geral.
- Termoresistência blindada: Sensor revestido por metal e isolado internamente, garante alta durabilidade e proteção contra umidade e interferências.
- Termoresistência com mola de compressão: Mantém o sensor pressionado contra o ponto de medição, garantindo melhor resposta térmica.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS SOBRE OS SENSORES DE RESISTÊNCIA TÉRMICA
As principais são:
Faixa de medição de temperatura
Em geral, de -200 °C a 600 °C, dependendo do material do sensor e da constituição.
h3: Classes de exatidão (Classe A, B, etc. – segundo IEC 60751)
Classe A = maior precisão;
Classe B = padrão industrial;
Outras classes especiais são indicadas para processos críticos.
Número de fios (2, 3 ou 4 fios – influência na compensação de resistência)
Quanto maior o número de fios, maior será a precisão apresentada. Exemplo: 2 fios têm erro por resistência do cabo. 3 fios compensam parte do erro. 4 fios eliminam o erro de forma mais precisa.
Tempo de resposta (em função da bainha e diâmetro)
Quanto menor o diâmetro da bainha, mais rápido o sensor responde à variação de temperatura.
Pressão e ambiente de operação
A bainha e a isolação precisam resistir à pressão, umidade, abrasão ou corrosão do ambiente.
Compatibilidade com controladores e transmissores
PT100/PT1000 funcionam com a maioria dos CLPs, indicadores e transmissores industriais.
Indicado para
APLICAÇÕES DAS TERMORESISTÊNCIAS NO SETOR INDUSTRIAL E OUTRAS ÁREAS
Estes são os segmentos de maior destaque quanto ao uso imprescindível dos sensores de resistência térmica nas operações:
- Indústria de Plástico (Aquecimento ou resfriamento): Realiza o controle de temperatura em moldes e extrusoras.
- Tratamentos térmicos: Efetua um monitoramento eficiente em fornos e estufas.
- Farmacêuticas: É responsável por executar um controle fino nos chamados “processos e ambientes limpos”.
- Metalúrgicas: As termoresistências também são imprescindíveis para este segmento, já que elas apresentam resistência às altas temperaturas presentes nos processos operacionais.
- Indústria naval e nuclear: Requer sensores térmicos robustos para ambientes com condições extremas.
- Indústrias de vidro: A alta resistência térmica dos sensores é fundamental para a eficiência dos processos, segurança e otimização dos recursos produtivos.
- Food&Beverage: Neste segmento, as termoresistências são utilizadas principalmente em processos higiênicos e controlados.
CRITÉRIOS PARA SELEÇÃO TÉCNICA DAS TERMORESISTÊNCIAS
Sempre é necessário avaliar cada um deles na hora de escolher termoresistências com assertividade.
Tamanho da haste e tipo de fixação
-Haste curta: moldes, blocos.
-Haste longa: tanques, fornos.
-Fixação: rosqueada (padrão), flangeada (processos maiores), baioneta (moldes plásticos).
Temperatura do processo
-Até 200 °C: materiais como PVC ou silicone atendem adequadamente;
-200 °C a 500 °C: exige materiais mais resistentes como teflon, fibra de vidro ou cerâmica.
-Acima de 500 °C: recomenda-se bainhas especiais (inconel) e isolação cerâmica compactada.
Obs.: temperaturas extremas exigem classe de exatidão mais rigorosa e sensores com resposta rápida.
Tipo de conexão elétrica
-Com cabo: mais simples, direto;
-Com cabeçote: mais robusto, facilita a manutenção e pode ter transmissor 4-20 mA.
Condições do ambiente (agressivo, abrasivo, úmido)
-Úmido ou lavável: sensor selado;
-Corrosivo: bainha inox ou inconel;
-Abrasivo: bainha reforçada;
-Ambiente limpo (farmacêutico/alimentos): sensor sanitário.
Depois de saber detalhes sobre termoresistência, te convidamos para conversar com um de nossos especialistas e conhecer as soluções mais indicadas para sua empresa.
Baixe aqui os manuais do Termoresistências
Termoresistência – Catálogo Técnico
Termoresistência – Tabela PT 100















